Viagem à Lua (1902)
Viagem à Lua
(Voyage dans la Lune)
Diretor: George Méliès
Em 1902, 14 minutos foram o suficiente para mudar a história do cinema. Esse épico é o que mais se destacou entre cerca de 500 filmes já feitos por George Méliès, o primeiro a abrir caminho para o cinema fantástico.
Viagem à
Lua é o predecessor de filmes como Destino
à Lua (1950), e o ótimo 2001 Uma
Odisseia no Espaço (1968).
Enredo do filme
Em
aproximadamente 15 planos a sequência inicia com um grupo de homens encapuzados
com chapéus pontudos – como se estivessem em Hogwarts – que observam um homem
velho de barbas brancas sugerir uma viagem à Lua.
A viagem
espacial usa como guia de método o livro Da Terra à Lua (1865, filmado em 1958),
de Júlio Verne. Uma cápsula feita de metal é construída em forma de bala –
talvez demonstrando a que potência necessitária um ato daquele na vida real – que
seria disparada por um canhão.
Efeitos visuais
Um rosto humano parece formar a lua com uma massa branca que até mesmo chora quando é atingida pelo foguete. Uma representação das sete estrelas da Ursa Maior é feita com rostos de mulheres em estrelas enquanto os viajantes se deitam para dormir.
Um mar real
é usado para a cena em que mostra a descida do foguete à Terra, num recorte bem
criativo. Técnicas de animação cut-out e cenários teatrais enormes também são
usados na sequência.
Análise do filme
Viagem à Lua possui certa violência infantil, quando nativos são mortos de maneira quase que “alegre” pelos exploradores.
A
criatividade de Méliès é prazerosa de se avaliar. Nativos que parecem ora com
pássaros, ora com esqueletos em uma floresta, com suas lanças em mãos tentando
expulsar, ou mesmo capturar os exploradores, torna a sequência da ação numa
experiência intrigante e ao mesmo tempo muito divertida.
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